Acomodo o peso no travesseiro
O acordar é compulsório efeito da agonia
Dói o que sobra do meu corpo
É a herança dos meus dias
Acomodo o peso no travesseiro
O acordar é compulsório efeito da agonia
Dói o que sobra do meu corpo
É a herança dos meus dias
A grande oferta de informação que a internet disponibiliza ao mesmo tempo em que oportuniza um acesso mais rápido e democrático tem impedido que nos aprofundemos na busca de um conhecimento mais sofisticado. Os usuários da internet não estão se tornando leitores do Machado de Assis. Aliás, não há mais tempo para ler Machado de Assis. O máximo que conseguimos é ler o que está escrito no Wikipédia a respeito desse importante escritor brasileiro e obviamente dividindo nossa atenção com o MSN e o Orkut. Ainda tenho que me acostumar com essa vida de 140 caracteres.
Com lápis em punho escrevo e penso
Exponho o rosto a tapas
Quase sempre erro
E deixo escapar meu suor de tensão
Com lápis em punho
Evidencio todo medo
Mas me esquivo do sofrimento
E mostro ao mundo minhas marcas de expressão
A vida é assim. Todo dia nos fecha portas. Todo dia põe um ponto na final nas frases mais interessante que escrevemos; mas logo depois começam as novas frases que devemos escrever com lápis em punho e um comedido destemor de ser feliz, sem esquecer as linhas anteriores, afinal, o texto precisa ter um sentido que logo a frente exigirá uma boa conclusão. Não ter medo de dar um ponto final. Não ter medo de iniciar novas frases. Talvez a melhor forma de se aproveitar o tão cruel tempo.